Analista de informação em saúde
| CODIGO | 415310 |
| OCUPACAO | Analista de informação em saúde |
O código CBO 415310 classifica oficialmente a ocupação de "Analista de informação em saúde" conforme a estrutura do Código Brasileiro de Ocupações, publicado e mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ele é a referência obrigatória para todas as relações de trabalho formais no Brasil.
O CBO 415310 pertence à família 4153 – Trabalhadores em registros e informações em saúde. O preenchimento correto deste código é mandatório nas transmissões do eSocial (eventos S-2200 e S-2300), nos informes da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) e nos registros mensais do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Impactos Legais e Trabalhistas do CBO 415310
A escolha correta do CBO 415310 impacta diretamente no enquadramento sindical do trabalhador, nas convenções coletivas de trabalho (CCT/ACT) aplicáveis e nos benefícios legais vinculados à categoria. Além disso, o INSS e a Receita Federal cruzam os dados do CBO com o salário informado para detectar divergências e indícios de sonegação trabalhista ou previdenciária.
Perfil Ocupacional — CBO 415310
Auditar as informações inseridas no banco de dados: Selecionar prontuários de paciente para amostra de auditoria; Analisar prontuários selecionados comparando os dados codificados; Apontar não conformidades observadas na codificação; Justificar não conformidades encontradas; Preencher banco de dados da auditoria com resultados encontrados; Identificar oportunidades de aprimoramento da codificação; Realizar devolutiva dos resultados da auditoria; Analisar dúvidas de codificação; Padronizar condutas.
Coletar dados clínicos dos pacientes e/ou dados do tumor: Selecionar prontuários de paciente; Preencher dados (hospital, tipos de cti, médicos, fontes pagadoras, dados pessoais) na ficha de registro; Consultar no prontuário procedência do paciente; Consultar no prontuário se paciente passou por tratamento prévio em outra instituição; Consultar no prontuário motivo do encontro (internação hospitalar, consulta em consultório ou em ambulatório); Checar completude dos dados do prontuário; Dirimir dúvidas junto à coordenação/comissão assessora quanto aos dados contidos no prontuário.
Demonstrar competências pessoais: Manter confidencialidade do paciente e segurança da informação; Trabalhar em equipe; Demonstrar capacidade de seguir normas e regras; Demonstrar atenção à detalhes; Demonstrar comprometimento; Demonstrar organização; Demonstrar controle emocional; Demonstrar proatividade; Demonstrar concentração; Demonstrar capacidade de comunicação verbal e escrita; Demonstrar imparcialidade; Pesquisar atualizações e novidades lançadas.
Levantar dados em campo junto às fontes notificadoras: Receber lista de fontes notificadoras; Adequar informações nos registros codificados; Revisar dados oriundos de coleta passiva; Validar informações junto à fonte notificadora scih (serviço de controle de infecção hospitalar) e junto ao núcleo de segurança do paciente; Validar eventos adversos/evento sentinela; Identificar fatores e causas que aumentaram a permanência hospitalar.
Organizar base de dados para validação pela coordenação: Identificar não conformidades na base de dados; Identificar casos em duplicidade; Excluir casos em duplicidade ( mesma pessoa e mesmo diagnóstico); Corrigir inconsistências identificadas nas fichas pelo sistema; Complementar dados de procedimentos realizados com a tabela tuss ou sus; Identificar codificações potencialmente incorretas; Revisar codificações potencialmente incorretas.
Participar do processo de melhoria contínua (governança clínica): Auxiliar na gestão do cuidado assistencial realizado na unidade clínica; Estruturar indicadores de saúde; Analisar indicadores de saúde; Gerenciar banco de dados de informações clínicas; Elaborar relatórios; Disponibilizar dados codificados conforme solicitação e/ou para tomada de decisão; Apontar potenciais falhas no processo assistencial e administrativo; Propor intervenções na assistência; Ministrar curso de educação continuada; Participar de curso de aperfeiçoamento em codificação; Participar de pesquisa utilizando banco de dados; Gerar relatórios de desempenho assistencial a partir da base de dados codificados.
Realizar codificação clínica: Consultar classificações internacionais de doenças (cid); Aplicar regras de codificação da cid e regras de sequenciamento em codificação; Identificar sistema de classificação utilizado; Atribuir códigos padrão para doenças e agravos de saúde e procedimentos; Codificar laudos laboratoriais e de imagem; Buscar na cid código do diagnóstico principal, secundário(s) e condições adquiridas; Identificar código de procedimentos nas tabelas tuss e sus; Identificar desfecho do encontro em saúde (alta/óbito/transferência); Inserir dados no sistema de registro de classificação utilizado e/ou em software específico de codificação.
Registrar dados clínicos: Registrar caráter do episódio de cuidado em saúde (urgência, emergência, eletiva); Registrar equipe profissional assistencial para o episódio de cuidado em saúde; Registrar condições clínicas pertinentes à condições adquiridas durante o episódio de cuidado em saúde; Registrar condições clínicas pertinentes à readmissões por recaídas de tratamento prévio em instituições de saúde terciárias; Registrar admissões hospitalares por cuidados sensíveis à atenção primária; Registrar dados do(s) diagnóstico(s) (comorbidades e/ou complicações); Registrar dados do(s) tratamento(s) realizado(s) pelo paciente na instituição; Compartilhar informações com áreas afins.
Recomendamos veementemente que você valide o enquadramento fiscal da operação "Analista de informação em saúde" juntamente com a sua assessoria contábil de confiança. Decisões baseadas puramente em tabelas autônomas podem não prever isenções estaduais temporárias ou benefícios exclusivos do seu segmento, ocasionando perdas financeiras silenciosas.